segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O CASAMENTO
Os noivos vêm à Igreja para se casar diante de Deus e da comunidade cristã, pois sentiram que esse amor que nascia se oferecia como uma promessa de felicidade.
Foi tão profunda a experiência de amor, que o casal decidiu fazer com que durasse para sempre. Então, cada um diz a si mesmo: "Minha felicidade depende desta pessoa extraordinária com a qual me encontrei. Percebo que sem ela eu não posso crescer, não posso ser feliz; necessito dela. Por isso quero unir minha vida a dela.
Iniciam o caminho do matrimônio, cheios de esperança. Mas o que significa o sacramento do matrimônio para a história de amor que estão vivendo?
Penso que a grande maioria dos casamentos cristãos não tem muito claro esse significado. Existe muito de costume, de rotina e até de pressão familiar nisso. Muitos creem que o casamento não é mais que uma simples bênção do próprio amor – assim como se abençoa um automóvel ou uma medalhinha – para que Deus os proteja e não lhes suceda nenhum mal.
Eu sei que esse não é o conceito que vocês têm deste sacramento, porque o verdadeiro sentido do matrimônio cristão é que, através dele, o Senhor faz algo com o amor, modificando-o. Deus o faz diferente do que era quando entraram na Igreja.
Algo semelhante aconteceu na Última Ceia, quando o Senhor transformou o pão em Seu Corpo. O pão continuou parecendo pão, mas já não o era, mas sinal de que lá está o Corpo de Cristo.
A mesma coisa faz o Senhor com o amor no dia do casamento. Deus toma o amor dos noivos e o transforma em sinal e em presença de Seu próprio amor divino.
O amor continua sendo o mesmo, mas ao mesmo tempo é mais, assim como a hóstia consagrada é mais do que pão. O amor do casal recebe a missão de ser sinal e reflexo do amor de Deus entre os homens.
No sacramento do matrimônio, os noivos vão aceitar essa missão. Vão dizer ao Senhor: "Sim, aceito que meu amor se transforme em reflexo do Seu".
Quero amar meu cônjuge não segundo meus desejos, mas tratar de amá-lo como o Senhor ama a Igreja, como Ele ama a humanidade inteira, como ama cada ser humano.
No profundo de seu coração, eles dirão um ao outro: "Eu o aceito como a pessoa por meio da qual Cristo vai se aproximar de mim. Eu sei que o Senhor se aproxima de mim através de muitas coisas, de muitas pessoas e acontecimentos, mas, ao me casar com você, eu o aceito como o grande caminho pelo qual Cristo vai se aproximar de mim.
Cada um se aceita e se doa ao outro como lugar privilegiado de encontro com o Senhor. Cada um se transforma para o outro em santuário vivo, onde encontra Cristo. O rosto da esposa e do marido se transformam no rosto de Cristo: rosto cheio de amor, de ternura, de generosidade, entrega e fidelidade. Por isso, Deus os chama a se transformar em sinais permanentes de amor em sacramentos vivos.
O importante da cerimônia do casamento não é o vestido da noiva nem a quantidade de convidados, mas o encontro profundo com o Deus do amor.
No livro do Apocalipse e na tradição cristã há uma imagem muito bonita, que é a imagem de Cristo como sol. Sabemos que o sol é a fonte de luz, de calor e de vida.
Jesus é nosso sol, porque Seu amor ilumina, esquenta e vivifica nossa existência. E isso significa o quê? Cada um há de ser Sol de Cristo para o outro: dar-lhe luz, calor e a vida que necessita para crescer.
Vocês se casam, porque cada um descobriu que o outro era seu sol; porque o encontro com o outro o fez sentir feliz, seguro, aceito. Então, decidiram se casar para seguir sendo sol do outro, para continuar doando, mutuamente, essa luz.
Queridos irmãos, peço a Deus e a Santíssima Virgem, Mãe do amor bonito, que cada um seja Cristo para o outro, seja sol de Cristo para o outro.
Pe. Nicolás Schwizer
OS 10 MANDAMENTOS DO CASAL
Os 10 mandamentos do casal
É mais fácil aprender com o erro dos outros do que com os próprios
Uma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava em terapia conjugal, elaborou "Os Dez Mandamentos do Casal". Gostaria de analisá-los aqui, já que trazem muita sabedoria para a vida e felicidade dos casais. É mais fácil aprender com o erro dos outros do que com os próprios.
1. Nunca se irritar ao mesmo tempo. A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, tanto mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma de ambos diante da situação conflitante. É preciso nos convencermos de que na explosão nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: apenas destroços, morte e tristeza. Portanto, jamais permitir que a explosão chegue a acontecer. Dom Hélder Câmara tem um belo pensamento que diz: "Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura...".
2. Nunca gritar um com o outro. A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, tanto menos é ouvido. Alguém me disse certa vez que se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria... Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente, e precisa impor pelos gritos aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.
3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro. Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, e no diálogo não. Portanto, se por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro "vença", para que mais rapidamente ela termine. Discussão no casamento é sinônimo de "guerra"; uma luta inglória. "A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral", dizia Lao Tsé. Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas; não podemos nos esquecer de que basta uma pequena nuvem para esconder o sol. Muitas vezes, uma pequena discussão esconde por muitos dias o sol da alegria no lar.
4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor. A outra parte tem de entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. E reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor e a Nossa Senhora que preparem o coração dele para receber bem o que você precisa dizer-lhe. Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.
5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado. A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda as vezes em que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente não é isso que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que isso não ocorra nos momentos de discussão. Nessas horas o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deverá ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não revidar em palavras, senão a discussão aumenta e tudo de mau pode acontecer em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas. Nos tempos horríveis da "Guerra Fria", quando pairava sobre o mundo todo o perigo de uma guerra nuclear, como uma espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças, o Papa Paulo VI avisou o mundo: "A paz se impõe" somente com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade. Ora, se isso é válido para o mundo encontrar a paz, muito mais é válido para todos os casais viverem bem. Portanto, como ensina Thomás de Kemphis, na Imitação de Cristo: "Primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os outros". E Paulo VI, ardoroso defensor da paz, dizia: "Se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz". Portanto, para haver vida no casamento é preciso haver a paz; e ela tem um preço: a nossa maturidade.
6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge. Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.
7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo. Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou no dia anterior, para ferver o leite, sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com o nosso trabalho e com a graça de Deus. A atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança busquemos a solução.
8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa. Muitos têm reservas enormes de ternura, mas se esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isso também com palavras. Especialmente para as mulheres, isso tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem-estar. Muitos homens têm dificuldade nesse ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância. Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer: "Eu te amo!"; "Você é muito importante para mim"; "Sem você eu não teria conseguido vencer este problema"; "A sua presença é importante para mim"; "Suas palavras me ajudam a viver"... Diga isso ao outro com toda sinceridade, todas as vezes em que experimentar o auxílio edificante dele.
9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas. Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro. Quando erramos não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isso é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito no relacionamento e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!
10. Quando um não quer, dois não brigam. É a sabedoria popular que ensina isso. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar essa iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será não "pôr lenha na fogueira", isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes, será por um abraço carinhoso ou por uma palavra amiga.
Todos nós temos a necessidade de um "bode expiatório" quando algo adverso nos ocorre. Quase que inconscientemente queremos, como se diz, "pegar alguém para Cristo" a fim de desabafar as nossas mágoas e tensões. Isso é um mecanismo de compensação psicológica que age em todos nós nas horas amargas, mas é um grande perigo na vida familiar. Quantas e quantas vezes acabam "pagando o pato" as pessoas que nada têm a ver com o problema que nos afetou. Algumas vezes são os filhos que apanham do pai que chega em casa nervoso e cansado; outras vezes é a esposa ou o marido que recebe do outro uma enxurrada de lamentações, reclamações e ofensas, sem quase nada ter a ver com o problema em si.
Temos que nos vigiar e policiar nessas horas para não permitir que o sangue quente nas veias gere uma série de injustiças com os outros. E temos de tomar redobrada atenção com os familiares, pois, normalmente são eles que sofrem as consequências de nossos desatinos. No serviço, e fora de casa, respeitamos as pessoas, o chefe, a secretária, etc., mas, em casa, onde somos "familiares", o desrespeito acaba acontecendo. Exatamente onde estão os nossos entes mais queridos, no lar, é ali que, injustamente, descarregamos as paixões e o nervosismo. É preciso toda a atenção e vigilância para que isso não aconteça.
Os filhos, a esposa, o esposo, são aqueles que merecem o nosso primeiro amor e tudo de bom que trazemos no coração. Portanto, antes de entrarmos no recinto sagrado do lar, é preciso deixar lá fora as mágoas, os problemas e as tensões. Estas, até podem ser tratadas na família, buscando-se uma solução para os problemas, mas, com delicadeza, diálogo, fé e otimismo. É o amor dos esposos que gera o amor da família e que produz o "alimento" e o "oxigênio" mais importante para os filhos.
Na Encíclica Redemptor Hominis, o saudoso Papa João Paulo II afirma algo marcante: "O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se não o experimenta e se não o torna algo próprio, se nele não participa vivamente" (RH,10). Sem o amor a família nunca poderá atingir a sua identidade, isto é, ser uma comunidade de pessoas.
O amor é mais forte do que a morte e é capaz de superar todos os obstáculos para construir o outro. Assim se expressa o autor do Cântico dos Cânticos: "O amor é forte como a morte... Suas centelhas são centelhas de fogo, uma chama divina. As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir." (Ct 8,6-7).
Há alguns casais que dizem que vão se separar porque acabou o amor entre eles. Será verdade? Seria mais coerente dizer que o "verdadeiro" amor não existiu entre eles. Não cresceu e não amadureceu; foi queimado pelo sol forte do egoísmo e sufocado pelo amor-próprio de cada um. Não seria mais coerente dizer: "Nós matamos o nosso amor?"
O poeta cristão Paul Claudel resumiu, de maneira bela, a grandeza da vida do casal: "O amor verdadeiro é dom recíproco que dois seres felizes fazem livremente de si próprios, de tudo o que são e têm. Isto pareceu a Deus algo de tão grande que Ele o tornou sacramento."
(Trecho extraído do livro: "Família, santuário da vida").
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
MENSAGEM
Meditação: Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. (Filipenses 4:6)
terça-feira, 18 de outubro de 2011
O que fazer quando não sabemos resolver as situações?
Muitas vezes nos deparamos com situações que não sabemos como agir, mas isso não pode limitar o nosso raio de ação nem nos acomodar, principalmente quando se trata de ajudar o outro. Nós podemos e devemos buscar ajuda em outras pessoas, pedir uma dica, um conselho, para não despedir as pessoas que vêm ao nosso encontro de mãos vazias. Não podemos medir esforços para praticar a misericórdia, porque “Deus olha para aquele que pratica a misericórdia” (Eclo 3,34a).
Hoje o Senhor nos convida a “sermos misericordiosos com os órfãos como um pai” (Eclo 4,10a) e a “não negar esmola ao pobre nem dele desviar o olhar” (Eclo 4, 1).
Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
fonte:luzia santiago
Hoje o Senhor nos convida a “sermos misericordiosos com os órfãos como um pai” (Eclo 4,10a) e a “não negar esmola ao pobre nem dele desviar o olhar” (Eclo 4, 1).
Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
fonte:luzia santiago
O ESPETÁCLO DA VIDA
A vida é uma dádiva, é um presente que nos foi dado não por qualquer pessoa, mas por nosso Deus. A vida é um mistério que confunde os orgulhosos e encantam os humildes. Quem investe nela sai ganhando, por isso precisamos respeitar e valorizar o sopro de vida que temos. A vida é pra ser vivida e não eliminada como se fosse uma coisa qualquer, existe muita gente por aí procurando o sentido da vida a qualquer custo, inclusive através da literatura de auto-ajuda, algo que vem crescendo descontroladamente. Tais pessoas não percebem que o sentido real da vida se encontra em cada um de nós esperando ser despertada. Tudo isso não é um sonho, é real e vibrante em uma sociedade tão incessível as pequenas coisas.
Se observarmos bem o percurso de nosso dia-a-dia vamos perceber que raramente temos tempo para saborearmos o dom da vida, pois estamos sempre ocupados, trabalhando, ocioso, estressados e mal humorados. Corremos o risco de sermos máquinas e não humanos que necessitam de viver e de se encantar com o espetáculo da vida, por mais difícil que ela seja. A dor e alegria sempre vão fazer parte da vida de cada um de nós. Pense nisso, não pela emoção, mas pela razão. Não desistamos de viver e contracenar nossa historia. É necessário aproveitarmos cada momento de nossa existência, vivendo com criatividade e contemplando a cada instante o milagre da vida. Mas, será que estamos cuidando para que nossa vida seja um via de edificação pessoal e comunitária? Será que estamos preocupados com sua durabilidade, ou seja, se ela é breve como a nuvem passageira ou eterna e imortal? Se não temos esse cuidado, corremos pela má sorte de passarmos pela vida sem vivê-la.
Assim, não perca tempo! Porque tudo é muito breve nessa terra de meu Deus. O que hoje é, amanhã talvez não seja mais. Por isso, não podemos deixar de viver o hoje para buscar o amanhã. Precisamos preservar, zelar o que chamamos de vida. Não fique por aí reclamando de tudo. Quanto mais reclamamos, mais condições nós criamos para sermos pessoas infelizes e nos aprisionamos em cativeiros de ilusão. Se observarmos bem a nossa realidade global, temos grande capacidade para reclamar e pouca capacidade de agradecer. Para melhor exemplificar essa situação vejamos um fato: Na cidade de São Paulo, 25 mil pessoas sobrevivem do lixo, enquanto algumas pessoas em seus lares com mesa farta e abundante, nem se preocupam com a miséria do outro. Isso é consequência de uma sociedade capitalista e individualista preocupada em satisfazer os seus próprios interesses.
Diante disso, deveríamos ser como os pássaros. Por mais que tenham seus ninhos destruídos e seus filhos roubados, não estão impossibilitados de cantar a vida. Você já pensou nisso? Será que temos tal coragem? A vida nunca vai deixar de ser uma arte que requer habilidades. Por isso, segundo Charles Chaplim, a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Ela é o espetáculo que contagia o ser. Assim ela deve ser vivida e bem vivida. Por isso, cante, dance, chore e ria intensamente. Antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
Nilton Alves.
O que entendemos por felicidade?
Tem muita gente por aí, dizendo que ser feliz é ter boas condições financeiras, um carro do ano, amigos brilhantes, e status social que favoreça uma vida cômoda e fácil. Esse pensamento ocorre dentro de um espaço individualista que acaba se tornando arrogante para alguns. Pessoas assim ainda têm a coragem de se autodeterminar como super-heróis, considerando-se melhores diante daqueles que são menos favorecidos em nossa sociedade, pelo simples fato de concentrar em suas mãos certos poderes e bens que os fazem se sentirem superiores. Se é que podemos chamar tal comportamento como causa de felicidade.
Mediante a esse questionamento, nos é proposto refletir: será que acreditamos que a felicidade pode ser comprada? Ou tudo não passa de um mal entendido que provoca confusão na cabeça de muita gente? Pois bem, mesmo convivendo no mundo da globalização, nunca vi ninguém encontrar a felicidade em nenhum mercado, ou grandes shoppings. Mas percebi sim, que a busca da felicidade encontra-se no povo que luta por sua dignidade e a conquista. Este tem o pé no chão e não desiste de buscar os seus objetivos.
Se observarmos a realidade atual, precisamos urgentemente desmitificar de nossa cultura a falsa compreensão entendida por nós que a felicidade é fruto dos nossos “bens”. Pois, na verdade, com o passar do tempo, vamos experimentando no dia-a-dia que pessoas com tais pensamentos, são vitimas das armadilhas do nosso tempo moderno, apoiadas pela cultura, que procura saciar os seus desejos e impulsos de forma errada e mal compreendida, gerando vazio e solidão. Precisamos despertar e agirmos diante de tais fatos com racionalidade e deixar de atuarmos pela emoção que nos impede de vivermos de forma mais correta. Pensar é ver as coisas com seu devido valor.
No que diz respeito à felicidade, precisamos ser verdadeiros com nós mesmos. Não podemos fingir que isso não acontece, fugir não resolve o problema, só atrapalha. É mais interessante optarmos pela via da reflexão. Para o filosofo grego Aristóteles “a felicidade é a atividade da alma dirigida pela virtude”, isto é, pelo exercício da virtude e não da simples posse. Isso significa que a felicidade é tão procurada e nem tanto encontrada, não está condicionada ao acúmulo de bens. Assim, somos movidos a nos confrontarmos: será que somos uma “Maria vai com as outras”, afirmando ser a felicidade fruto dos próprios bens? Será que procuramos a felicidade nas pessoas, e esquecemos que ela pode estar velada dentro de cada um de nós? Será que nos encontramos num cárcere da ilusão que tudo é utópico? Ou achamos que podemos ter tudo e todos aos nossos pés como fonte de felicidade? Ainda persiste a insuficiência de respostas, tudo depende de como avaliamos os conceitos que desde os primórdios trazemos conosco daquilo que entendemos por felicidade.
Portanto, precisamos cultivar uma felicidade que nasça da luta e do esforço de cada um, da esperança no Cristo Ressuscitado e que nos ensine a olharmos para Cruz com animo e confiança. A felicidade não é inventada, comprada, e muito menos, ilusória. Ela é real e vibrante em nossas vidas, deve ser conquistada, construída, dentro de um projeto que promova vida e não uma falsa ilusão.
Nilton Alves.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
AS VERDADEIRAS RIQUEZAS
A matemática e a lógica do Reino de Deus são bem diferentes da nossa. Jesus nos aponta um itinerário seguro para caminharmos por esta vida e enriquecermos diante d’Ele:” Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam” (Mt 6,19-20).
“Dai e dar-se-vos-á”.
“Tudo o quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles” (Mt 7,12).
Assinar:
Postagens (Atom)

